• Flavio Veloso

Papo Reto sobre equipamento (parte 02)


Se você caiu de paraquedas direto nesse post, por favor, leia esse aqui primeiro.

Eu uso:


1) Câmera: Nikon D800: Usei durante quase 15 anos Canon. Não tenho preconceito nenhum com marca e (ainda) ninguém me patrocina. Acho que comparando modelos da mesma categoria, todas são muito equivalentes. Sugiro ficar dentro das grandes marcas (Canon e Nikon) por ser praticamente impossível achar acessórios e lentes de outras marcas aqui no Brasil. Se você tem facilidade para comprar equipamento fora, o papo é outro.

– Ahhhh mas ai é mole indicar a reflex ATUAL mais básica se você tem uma D800?!?!? Leu o artigo indicado na primeira linha? Leia!

Explicando... Eu tenho uma D800 basicamente pelos megapixels. Não toco essa música idiota da corrida dos megapixels mas eu danço ela. Vivo da fotografia e tem horas que não dá para ir muito contra o mercado. Inclusive esse foi o motivo de ter migrado da Canon para Nikon mas esse é um outro post. Em resumo: tenho uma D800 por ela ser na época a câmera com maior numero de megapixels do mercado (e pala Canon não reagir a isso). E pelo motivo que eu escrevo a seguir.

O que eu vejo como uma real diferença entre uma câmera dita profissional/semi-profissional se comparada as chamadas câmeras de entrada, é a robustez. Enquanto uma Nikon D800 com um Nikon 24-70mm 2.8 é de magnésio, selada contra pó, resistente a água, feita para aguentar o tranco, uma Nikon 3300 é de plástico, muito frágil, parecendo um brinquedo de criança quando se colocam lado a lado. Mas grosso modo, é só isso que, na prática, fará diferença para a grande maioria das pessoas. E isso, se você investir no equipamento que está atrás da câmera, não vai ser limitante durante um bom tempo. E quando você souber REALMENTE que o seu equipamento está te limitando, acredito: isso será ótimo!

Se você não acredita, de uma olhada nesse comparativo entre uma D800 e uma D3300 clicando aqui.

– Ahhh uma tem o obturador que vai até 1/8000 e a outra só vai até 1/4000!!!

- Ok. Se 99% das suas fotos você fará abaixo de 1/2000, de que te serve 1/8000?

– Ahhh mas o alcance dinâmico do sensor, a densidade de pixels, a diagonal do sensor que ira influenciar diretamente na profundidade de campo, o buffer que te permite um maior e blablabla…? Ai meu camarada, se você chegou nessas "dúvidas", já passou da hora de você tomar uma decisão. Na prática, você já escolheu seu equipamento só está esperando alguém corroborar a sua escolha. Ou ele caber no seu bolso.

Na minha opinião, se você não vai esmerilhar seu equipamento, se não vai fotografar exaustivamente, diariamente, durante longos anos seguidos, se você não vai fotografar mesmo no chuvisco, se não vai fotografar esportes ultra rápidos como Fórmua 1 (e talvez precisar dos 1/8000), se não vai levar seu equipamento ao limite, se não pensa em ir para um deserto aos 50 graus e logo em seguida para a Antártida com -50 graus, para que, agora, uma D800 (ou substitua por qualquer top de linha mais atual quando esse artigo caducar)?

Se for sua primeira câmera então…putz, vocês não fazem idéia de como tem pessoas me escrevendo querendo começar com MKIII e 800s da vida… Esqueçam isso. De novo: comprem a Reflex atual mais básica e invista no equipamento atrás da câmera. Você!

2) Lentes: Nikon 14-24mm, Nikon 24-70mm 2.8, Nikon 70-200mm 2.8 VR, Teleconversor Nikon 2x.


A Nikon AF-S Nikkor 14-24mm f/2.8G ED é um capítulo a parte. É um lente muito conceituada. É uma lente super grande angular, com um ótima ótica, super nítida e que praticamente não destorce (esse é o “tcham” dela). Muitos fotógrafos outdoor adoram e eu sou um deles. Para ter uma idéia tem uns tarados da Canon usando ela, Nikon, com adaptador. Isso ela para fotografar céu. A maioria das fotos dessa página aqui são feitas com ela. Mas (sempre esse tenebroso “mas”) tenho começado a sentir falta da possibilidade de usar filtros com ela. Ela não te permite usar filtros (não tem nem rosca) e apesar de existir uma gambiarra da LEE para usar os filtros da marca, na minha opinião, não vale o investimento. Um trambolho, caríssimo, muito específico, que não serve em outras lentes. Eu não sei vocês mas meus clientes e o dólar não tem me ajudado a mudar de opinião. Como voltei de uma trip para fotografar cachoeiras agora e senti muita falta de polarizar o ambiente, estou pensando seriamente em uma Nikon AF-S Nikkor 17-35mm f/2.8D ED-IF, ou na Nikon AF-S Nikkor 16-35mm f/4G ED VR.

Na Canon, uma grande angular com uma ótima relação custo benefício é a 17-40mm 4.0. Preço honesto, ótica idem.


A Nikon AF-S Nikkor 24-70mm f/2.8G EDé um tanque de guerra mas sendo coerente

com a parte de não se tornar escravo, é uma lente de $1800. Durante muito tempo usei, inclusive profissionalmente, uma Tamron AF 28-75mm F/2.8 XR Di LD Aspherical (IF) (de $500) que eu considerava excelente em termos de ótica. Então a mesma coisa que eu escrevi para o corpo: se você não vai esmerilhar seu equipamento, se você não vai fotografar mesmo no chuvisco, se não vai usá-lo exaustivamente, se não vai levar seu equipamento ao limite, se não pensa em ir para um deserto e logo em seguida para a antártida, se não vai fotografar carros de corrida para precisar de um autofocos ultra mega hiper sônico, uma lente “apenas” com um ótica muito boa por menos da metade do preço, pode ser uma alternativa. Se a Nikon couber no seu bolso, não pense duas vezes. É um investimento para muitos anos.


A Nikon AF-S Nikkor 70-200mm f/2.8G ED VR II é uma lente clara, com estabilizador

de imagem, com uma ótica impecável e, como as outras duas, um tanque de guerra. Mas na época da Canon eu usava uma Canon EF 70-200mm f/4.0L USM (não havia a IS na época), por opção (não trocaria pela 2.8 IS). Era uma lente com uma ótica tão boa quanto (pela lógica, com um ótica melhor que a 2.8), também blindada, com um autofocus também muito rápido (pela lógica, mais rápido que a 2.8) e levíssima (e era por isso que eu me agarrava nela) por 1/3 do preço. Era na época uma das melhores relações custo x benefício do mercado. Digo "era" porque não acompanho mais.

– Então porque diabos então você tem a 2.8 VR?

– Porque eu comecei a fazer com bastante constância espetáculos de Ballet (Fotografando... Não dançando!). Ai sim, com tudo no limite, sem luz, com a velocidade já na mais baixa possível para não borrar o bailarino, com o ISO no limite do aceitável para uma ampliação, esse um ponto de diferença me fazia falta. Era a diferença entre fotografar a 1/125 e ter o bailarino congelado na maioria das fotos ou fotografar a 1/60 e ter ele borrado.

-Ahhhh mas e o desfoque no fundo? Sim, se você está nesse nível de exigência e sabe o que isso significa, prepare o bolso, sua coluna e compre a 2.8 que sem dúvida é uma excelente escolha!

Nitidamente pelo set acima vocês conseguem perceber que minha opção se dá palas lentes zooms. Não acredito hoje, com tanta tecnologia agregada na diferença de nitidez entre fixas e zooms. As zooms me atendem e se adaptam melhor ao meu estilo de fotografar.

50mm 1.8: Tanto Canon quanto Nikon possuem modelos extremamente claras e com óticas impecáveis. Baratas para o que entregam. Tive na Canon e acredite, aquela lentinha xexelhenta, de plástico, de $125, é muito boa! Se gostar dessa brincadeira de lente fixa para uma fotografia mais calma, pode ser um boa ter na mochila. É a mais barata do mercado e me salvou em uma viagem internacional quando uma zoom deu pau.

3) Filtros


Se estamos falando de outdoor, acho indispensável o polarizador. Uso os polarizadores

da Nikon por terem uma relação custo x benefício interessante em termos de qualidade e por serem, por padrão, do tipo slim, permitindo serem usado em grande angulares sem causarem vinheta. Atenção para quem tem ou pretende adquirir uma full frame: abaixo de 24mm, ao utilizar um filtro sem ser slim, vai vinhetar.

Aqui no Brasil dificilmente ele será encontrado mas é algo tão pequeno que aquele seu amigo pode trazer. Ou um personal importeitor, sem te enfiar a faca. Hoya, Tiffen e Greiga são os mais frequentes por aqui. Estão listados em ordem de qualidade. Os Hoyas e Tiffens são achados tanto muito bons quanto os normais. Então atenção para isso. É um balde de água fria para quem compra essas duas marcas, muito comuns aqui no Brasil, achando que está comprando um boa ótica. A pergunta é que modelo? É como falar que Volkswagen é bom. Estamos falando do Fusca ou do Passat Alemão? De uma pesquisada nas grandes lojas la fora como a BH e confira isso que eu falei. Repare que existem filtros dessas duas marcas, um lag de $40 a $200. Aqui no Brasil dificilmente você achará os do topo da pirâmide, infelizmente. Eu sou um entusiasta de um bom filtro polarizador. Usei filtros polarizadores ruins durante muito tempo e me arrependo. Oportunidades de imagens excelentes que ficaram bastante prejudicadas.

Uso bastante os filtros de densidade neutra graduado retangulares. Se couberem no seu bolso, não pense duas vezes. Atualmente uso os LEE. Já usei durante muito tempo os Sigh-Ray (e ainda uso de vez em quando) e tenho e uso de vez em quando uns Hitech para holder da LEE. Os dois primeiros são considerados as melhores marcas/óticas do mercado apesar de eu também colocar os hitech da primeira linha ali pau a pau com eles (a hitech tem uma linha top e uma mais popular) . Se você está começando, esqueça as marcas tops se não couberem no seu bolso. Entre não ter nenhum e ter um de qualidade duvidosa, vá na segunda opção. Compre os xinglings que atualmente abundam nos mercados livres e já podem ser encontrados no Brasil. Fotografe e seja feliz. Com o tempo, conforme for se entendendo com os filtros, vá comprando os de qualidade superior.

Os filtros de densidade neutra graduados são filtros que também só roubam luz na imagem porém eles tem uma graduação. Eles não são sólidos. Não são inteiramente “densos” (por denso entenda cinza, a parte que rouba luz). Eles começam “denso” e vão gradualmente (ahhh…graduado lembra?) perdendo a densidade. Ou seja, ele rouba luz apenas na parte da imagem aonde o cinza se sobrepõe e vai roubando menos a medida que o cinza vai desaparecendo. Fácil de entender olhando o filtro abaixo.


Filtros retangulares/quadrados são filtros que precisam de um suporte específico para ser acoplado na frente da lente. Esse suporte pode ser o mesmo para várias lentes mas ele precisa de um adaptador específico para o diâmetro da sua lente. E nesse suporte ele, os filtros, podem deslizar. Com isso, se vc estiver usando um filtro graduado retangular, você pode colocar a graduação aonde quiser apenas deslizando o filtro sobre o suporte. Isso é "A" grande vantagem sobre os filtros de rosca por te dar a flexibilidade de colocar a graduação aonde quiser. O de rosca, a graduação inevitavelmente cai no meio

A Lee, que de boba não tem nada, tem um vídeo extremamente didático. Não vou ficar reinventando a roda. De o play e aproveite.


Esqueça os filtros graduados coloridos tabacos, magentas e sunsets da vida. Em dois cliques se emula eles no Photoshop. A caminho da extinção... principalmente para mim que não acredito na volta dão filme.


Densidade neutra sólido são filtros que só tomam pontos de luz, sem interferir nas cores. Densidade = bloquear a luz; neutra = não interfere nas cores. Uma foto que você faria em 1/60 e não congelaria a água da cachoeira, com um filtro de 10 pontos como o Big Stopper, você consegue fazer em 15 segundos e borrar bastante a água. Ou com um filtro xingling de 6 pontos você consegue 1 segundo que já é suficiente para borrar também. Viu como não precisar ser escravo do melhor equipamento do mundo? Óbvio que tecnicamente, não ter a possibilidade de explorar esse intervalo de velocidades entre 1 e 15 segundos, é um limitante. Mas de novo: isso é insignificante para a grande maioria das pessoas.


Os densidade neutras sólidos não precisam de flexibilidade quando a posição aonde ele vai bloquear a luz já que ele é sólido. A escolha entre de rosca ou quadrado se resume em poder usá-lo com os filtros quadrados em conjunto se você os possui. Se tem outros filtros retangulares, como um DN Graduado quadrado, ou pretende compra-los, pode usá-los em conjunto. Se você não tem filtros quadrados como os citados acima, um densidade neutra sólido (sem ser graduado) de rosca pode ser uma boa pedida. Existe no mercado um chamado “variável” que vai de 2x a 400x. Esse número é a quantidade de luz que ele bloqueia. Apesar de eu não entender o que significa bloquear 400x a luz: você abre o obturador agora e volta 3 meses depois para pegar a câmera? Brincadeiras a parte, se não levá-lo ao extremo, esse falcatrua funciona. Eu nunca usei mas alguns alunos possuem, testamos e não vi nada de problemático neles.

Tenho outro artigo indo ao ar, específico sobre filtros de densidade neutra. Amplio a discussão nele. Assinem a news aqui no rodapé da página e fiquem por dentro.

4) Tripé

É a engrenagem principal de um fotógrafo outdoor. Uso um Manfrotto 055PROB velho de guerra. Ainda não penso em trocar ele por um de fibra de carbono. Curto ele pesadão, meio tanque de guerra. E ele me é absolutamente funcional. O meu tem a coluna central extensível , articulável e removível. O tcham aqui é ela ser removível para poder colocar o tripé quase ao nível do chão se necessário. Ou adapta-lo em uma cachoeira sem me preocupar com um pedra alta no meio. A coluna extensível é bom evitar sempre que puder para não comprometer a estabilidade. Logo entenda que a altura do seu tripé deve ser considerada apenas com as pernas abertas, e não com a coluna levantada. É importante que ele tenha uma altura confortável sem precisar estender a coluna (a do tripé, não a sua). Se o seu tripé não tiver a sua altura, abaixe a coluna. A sua, não a do tripé.

Se estiver pensando em comprar um tripé hoje, pesquise os Benros e Sirui, ambas com linhas profissionais e qualidade equivalente aos mais conhecidos.

Perca um tempo. Pesquise. Provavelmente o tripé será um equipamento que te acompanhará por décadas. O equilíbrio entre o peso dele, o peso que ele aguenta, a altura dele, a portabilidade dele (associada a quantas sessões tem suas pernas) e o tamanho do seu bolso, não é fácil de ser atingido.

Se o seu bolso não é um problema nessa equação, Gitzo, Giotto e RRS, assim como a popular por aqui Manfrotto são excelentes marcas.


Uso uma cabeça ballhead de uma marca pouco conhecida chamada Really Rigth Stuf (citada acima como tripés de excelente qualidade), modelo BH-55. Uso um L-Plate que facilita muito a minha vida. É uma cabeça muito boa, e praticamente impossível de ser encontrada no Brasil. Apesar de cara, eu considero que foi um bom investimento.

Uma marca boa tanto de tripé quanto de cabeça mais comum de se achar no Brasil é a italiana Manfrotto. Durante muito tempo (muito mesmo… uns 14 anos) usei uma cabeça de 3 vias Manfrotto 029 que continua em atividade nas mãos de um amigo. Outro tanque. O problema era que pesava igualzinho a tal.

Independente da marca da cabeça, aconselho comprar uma que use o sistema arca-swiss pela possibilidade e ter acesso a mais acessórios, inclusive da marcas genéricas ou concorrentes. A Monfrotto que tem uns 4 modelos de engates rápidos proprietários, finalmente se rendeu a arca-swiss. Tendo uma cabeça desse sistema, (de qualquer marca) você pode comprar, por exemplo, um L-Plate da Really Rigth Stuff, da XingLing ou de qualquer outra marca que bem entender. E não ficar na mão da manfrotto. Minha base da 70-200 por exemplo é de uma marca genérica.

Atualmente com os xinglings dominando o mercado online, é possível ter acesso a muitas marcas genéricas de cabeças. Use com parcimônia. É uma das engrenagens de segurança do seu equipamento.

5) Bugingangas


Disparador remoto: uso para disparar a câmera sem precisar toca-la e comisso diminuir a vibração em exposições mais longas, e para fazer exposições superiores a 30 segundos. No Brasil encontram-se desde os xinglings mais simples de R$25 aos de R$110. Se procurar também acha-se os da marca. Tenho tanto um sem fio, da marca Vello, como um com fio com algumas programações mais avançadas (intervalometro). Para longuíssimas exposições e para minimizar as vibrações, qualquer um serve, incluindo ai os de R$25. O fundamental se você quer longuíssimas exposições e/ou startrails é o botão travar.


Capas de chuva: Sempre tenho uma dessas na mochila. Se conseguir alguem para trazer, custa $8 um pacote com duas. Uma alternativa que usei durante muito tempo foi deixar uma caneta com bastante papel filme enrolado. Aquele plástico de embrulhar bandejas de frios em supermercado. Plastificava a câmera + lente e conseguia fotografar no chuvisco sem muito stress.

Leitor de Cartão: Uso um da Lexar com USB 3.0 e slot para vários tipos de cartão. Com tantas possibilidades de tipos cartões no mercado e tantos aparelhos que possuímos que os usam, não aconselho comprar um específico para um tipo de cartão. Um amigo iria comprar um leitor apenas de Compact Flash. Não aconselho.


Carregador de tudo: tenho 6 baterias que eu acho mais que suficientes para não passar nenhum perrengue em viagens. E uso esse carregador "tudo em um". Carrega duas baterias ao mesmo tempo, pode trocar o prato que encaixa as baterias caso mude de câmera, tem uma USB, é bivolt, tem um encaixe para carregar no carro (o antigo "isqueiro"). Gosto bastante.

E por último mas não menos importante, não queriam comprar tudo que muitos fotógrafos foram construindo ao longo do tempo, em um única tacada. A não ser que seu bolso realmente seja muuuuito fundo. E não ache que suas imagens serão melhores ou piores por isso. Fotografar, assim como adquirir equipamentos que condizem com as suas necessidades, é um processo evolutivo. Aos pouquinhos sua fotografia e seus equipamento vão se construindo.

Até a próxima e boas fotos!

Flavio Veloso


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